"Meu Deus, me dá cinco anos. Me cura de ser grande!" (Adélia Prado)

17 fevereiro 2006

Ficar para não desaparecer

Estou inquieto e me pergunto:
- É agora, neste instante, que eu devo decidir pra onde ir? Que eu devo acontecer? Eu sou feliz? E amanhã?

Nessa inquietude eu tento responder isso tudo de uma tacada só:
- Não quero riqueza, glória ou sabedoria máxima. Nunca me atraiu. Quero rir e, de certa forma, ter com que pagar. Quero desenhar. Não pretendo uma autobiografia e nem mesmo minhas memórias póstumas. Vida despretensiosa, sim. Um leve sorriso, uma certeza serena do mais simples. O conhecimento do elementar.

Existem pessoas que enxergam a felicidade como um fim, e não como um meio – o mais importante. Há também aquelas que são felizes hoje, e se arrependem por um amanhã tão mal planejado, tão errado. Eu sigo um meio termo de dar dó, mais ou menos feliz aqui para ser mais ou menos feliz ali. Hoje e amanhã...
Talvez seja por isso que eu não quero sair daqui. Tenho medo. Não quero sair deste quarto, deste apartamento, desta cidade, deste pijama, deste computador, deste silêncio. Recuso-me a sair deste texto.
Por hora, esta é minha única ambição: ficar para não desaparecer.

1 Comments:

Anonymous naira said...

Só o fato de vc tê-lo escrito aqui, vc já saiu!

quinta-feira, 23 fevereiro, 2006

 

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