"Meu Deus, me dá cinco anos. Me cura de ser grande!" (Adélia Prado)

26 fevereiro 2006

Desejo de morte

Decidi que quero morrer junto com o mês de fevereiro. Não essa morte conhecida e por tantas vezes temida. Quero morrer a morte dos versos de Elisa Lucinda (veja abaixo) e desta vez levar comigo os 50 textos desse blog, a euforia derradeira do carnaval, meu cansaço e o anel de possibilidades que, agora já não brilha mais como antes.

“A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar vivo todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas (...)

Elisa Lucinda

2 Comments:

Anonymous naira said...

Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção

Rimas ricas!!! Que lindas!

segunda-feira, 27 fevereiro, 2006

 
Blogger Silvio Vinhal said...

O que anda acontecendo?
Cheguei agora e nem tive tempo de ler tudo.
Estou de volta - se precisar de um ombro - ou apenas colocar a conversa em dia.
Saudades muitas. Linda poesia!
Viver é isso mesmo... morrer minuto a minuto, e de alguma forma renascer das próprias cinzas.
Grande e acolhedor abraço meu amigo.

quarta-feira, 08 março, 2006

 

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