"Meu Deus, me dá cinco anos. Me cura de ser grande!" (Adélia Prado)

24 janeiro 2006

Fortaleza da Solidão

Motivações externas:
- O título de uma música de filme: "A love that will never grow old"
- Uma frase dita pela Naira: “Quando a gente começa a amar... a gente simultaneamente começa a perder”
- Um final de tarde de janeiro...

Motivações internas:
Por trás de algumas nuvens, posso acompanhar o suicídio do sol. São oito horas (maldito horário de verão!). Um caderno de rabiscos, um bom tempo olhando a cidade pela janela, acompanhando as cores pásteis do entardecer. Na minha filosofia de alcova, meus rituais de solidão começam todos com pensamentos no amanhã. Chama-me atenção a solidão vislumbrada ao projetar meu futuro.
Desapontado disfarço o sorriso sarcástico ao comparar meu quarto com a Fortaleza da Solidão (aquela do Super-Homem). Lugar onde minhas memórias podem ser descobertas. Lugar onde reina o isolamento, o distanciamento, o frio... Lugar onde me encontro e me expresso... Meu lar.
Perco-me entre os acordes da música que me motivou a escrever isso e sinto medo de terminar só. Rio sozinho ao confirmar minha total incapacidade pra ser um super-homem.
Meu prazer em ficar sozinho de repente se desfoca e degenera. Saudade de quando as alegrias e as frustrações desse sentimento - incoerente com meu momento presente - me vibrava a carne.
A cada dia descubro mais de mim mesmo. Maldito coração mutante que enleia mais sentidos, confunde, perde e acha mais um pedaço no caminho.

2 Comments:

Blogger Naira Dias said...

Ai Wolney! E eu que vim aqui ao acaso... Não esperava encontrar uma "frase dita por mim"!

Bem... Acho q vc sabe o seu dizer aqui neste post q mais me marcou qdo eu li: "... medo de ficar só".
Tb me conhecendo... acho q não preciso explicar o porquê.

Sentindo-se só? Mesmo cercado por gente? Quem nunca se sentiu assim?

E se a vida fosse sempre um marasmo?
E se a vida fosse sempre um mar revolto?
Ambos cairiam na mesma = mesmísse.
E isso por muito tempo, cansa.
Não cansa?

quinta-feira, 26 janeiro, 2006

 
Anonymous Raí said...

Mais uma vez afirmo, você é um poeta.
E dos bons.

Abraços,
Raí.

quinta-feira, 26 janeiro, 2006

 

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